Talvez nem todos. Não a garçonete de olhar vazio e desanimado. Ela deveria ser muito mais feliz e realizada do que aparentava ser. Toda a sorte do mundo pra ela.
Tocou Hey Jude e eu logo pensei que o McCartney mentiu feio pro primogênito do Lennon. Tomei um gole de breja e ri do pensamento anterior. O bar inteiro cantava a música, errava uns parágrafos e ria. O bar, meus amigos e eu. Essa música é sobre esperança, sabe. Eu devo ter a minha de uma forma ou de outra.
Não fico bêbada já faz um tempo. Não me acho digna de ninguém desde sempre. Ouvi de uma amiga que me faço de difícil. Não mesmo. Acho que sou puramente o reflexo daquilo que tenho que ser. Não que eu esteja me resignando, mas todos temos que concordar que eu nunca fui, sou ou serei a beleza clássica que se espera.
É que eu estava bebendo cerveja inglesa endeusada e assistindo você ir embora na minha mente. Doeu um pouco no começo, mas já era de se esperar. Meu cartão de memória é de infinitos gigas e ele até tem uma pastinha personalizada com seus dados e links.
De qualquer forma, obrigada. A culpa é toda minha e da minha ingenuidade. Eu fiquei feliz quando soube de vocês. Ela é linda e tudo que se espera para alguém como você.
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