Imaginar o quão carente aquele cara que vi tocando Love me do em sua gaita no metrô é. O quão cult os 3 garotos da minha faculdade são, cada qual em sua casta. O quão educado é o vendedor da loja de livros.
Seus gostos musicais, seus interesses, seus problemas. Se gostam de cinema, conhecem rugby, sabem apreciar uma boa cerveja barata num buteco. Se a mãe é preocupada, se a mãe é descolada, se a mãe está morta. Os sapatos que vestem, as meias que preferem, a camisa larga, curta ou pra dentro da calça.
Avalio o perfil a ponto de definir até o tom de voz perfeito em que deveriam abordar uma mulher, a ponto de definir também a mulher perfeita para eles.
Indelevelmente essa mulher não sou eu. Ela sempre tende a ser a Joan Baez ou a Jeanne Moreau, ou alguma garotinha de meu convívio que se assemelhe melhor ao meu parceiro platônico.
Talvez por serem impossíveis, talvez por serem cômicos na minha mente, essas paixões perduram por anos, pra sempre. Sem exageros, consigo lembrar das minhas paixotines de colégio com a mesma intensidade que as sentia na época.
Nunca conquistei nenhum desses caras. A maioria deles eu nem mesmo falei. Não faria sentido falar, perderia o encanto. Gosto do mistério, da imagem idealizada, do frio na barriga que dá ao passar do lado.
Certamente tudo isso soa bem infantil, mas há de fazer sentido para aquelas que gostam do que jamais foi convencional e sempre será atemporal.
P.S.: Sim, eu sei que essas garotas não convencem muito visualmente, mas simplesmente feche os olhos e escute. Além de ser uma das melhores músicas do Fleet Foxes, esse cover das suecas está realmente soberbo e ilustra muito bem a "convencionalidade e atemporalidade" do meu textinho.
Nossa me amarrei nos seus textos. Qundo você for famosa com suas crônicas se lembre de sua amiga tonta, ok? Hahahaha, continue buscando e aprimorando, porque tem taaaanto potencial, é ótimo vc trazer suas vivências, porque você é única e torna o texto tb!
ResponderExcluirbjss