Os muito céticos que me perdoem,
mas interjeições cristãs são fundamentais!
Fim.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
The softest girl in São Paulo city would like to know why you're so pretty, wow wow.
Hoje fui buscar minha carteirinha na Cásper.
É até envergonhante dizer, mas foram poucas as vezes que me dei o prazer de andar sozinha pela Paulista. Sai da faculdade e deixei uma turma de 12 estudantes, para mais ou menos, a caminho do bar.
Saindo do prédio da Gazeta, e ainda com uma sensação de formigamento no estômago, demorei um tempo para me decidir entre a esquerda e a direita. Rumei à direita, seguindo o contorno lateral do Masp.
Naquele momento, sem nenhuma gota de álcool no meu sangue, eu estava feliz. Interagir não é assim um bicho de sete cabeças, afinal.
Por um momento, me peguei andando a passos apressados, como sempre faço. Sorrindo meio abestada, policiei meus passos, indo da quinta marcha para a segunda, esperando o farol fechar sem me preocupar em atravessar correndo, contando quantos gringos encontrava e em que intervalo de tempo, sem pensar muito porque estava seguindo para o lado da Consolação.
Cruzando o vão do Masp pela calçada, li uma placa com o seguinte dizer: "se você tem tempo para ler essa placa, então tem tempo para falar comigo". Ri e parei. Era eu palhaço de rua, vendendo seu pequeno livro xerocado em folha sulfite, feito com caneta. Bem rústico, humor inteligente, senhor simpático, dois reais. Enquanto pegava algumas moedas, murmurei um desabafo engraçado.
"Acabei de perceber que minha faculdade começa semana que vem". O palhaço de black power natural me empurrou a mão. "Mas olha! Parabéns!". Agradeci, dei-lhe a mão, as moedas e um desejo de boa sorte.
Por ironia, lembrei-me do presente atrasado de aniversário da japonesa. Voltei a apressar o passo e desci dois ou três quateirões da Augusta praticamente na "banguela". Sem condições, a antiguidade beatlemaníaca estava fora do meu orçamento. Subi o par de esquinas engatada e entrei no Conjunto Nacional, voltando meu pensamento para Jane Austen. Na livraria, encontrei por um bom preço uma capa de tecido avermelhado e pintura romântica para a Winy e um auto-agradinho irlandês para meu momento epifânico.
I'm young but I can do things,
I'll fly away with my wings, aw...
É até envergonhante dizer, mas foram poucas as vezes que me dei o prazer de andar sozinha pela Paulista. Sai da faculdade e deixei uma turma de 12 estudantes, para mais ou menos, a caminho do bar.
Saindo do prédio da Gazeta, e ainda com uma sensação de formigamento no estômago, demorei um tempo para me decidir entre a esquerda e a direita. Rumei à direita, seguindo o contorno lateral do Masp.
Naquele momento, sem nenhuma gota de álcool no meu sangue, eu estava feliz. Interagir não é assim um bicho de sete cabeças, afinal.
Por um momento, me peguei andando a passos apressados, como sempre faço. Sorrindo meio abestada, policiei meus passos, indo da quinta marcha para a segunda, esperando o farol fechar sem me preocupar em atravessar correndo, contando quantos gringos encontrava e em que intervalo de tempo, sem pensar muito porque estava seguindo para o lado da Consolação.
Cruzando o vão do Masp pela calçada, li uma placa com o seguinte dizer: "se você tem tempo para ler essa placa, então tem tempo para falar comigo". Ri e parei. Era eu palhaço de rua, vendendo seu pequeno livro xerocado em folha sulfite, feito com caneta. Bem rústico, humor inteligente, senhor simpático, dois reais. Enquanto pegava algumas moedas, murmurei um desabafo engraçado.
"Acabei de perceber que minha faculdade começa semana que vem". O palhaço de black power natural me empurrou a mão. "Mas olha! Parabéns!". Agradeci, dei-lhe a mão, as moedas e um desejo de boa sorte.
Por ironia, lembrei-me do presente atrasado de aniversário da japonesa. Voltei a apressar o passo e desci dois ou três quateirões da Augusta praticamente na "banguela". Sem condições, a antiguidade beatlemaníaca estava fora do meu orçamento. Subi o par de esquinas engatada e entrei no Conjunto Nacional, voltando meu pensamento para Jane Austen. Na livraria, encontrei por um bom preço uma capa de tecido avermelhado e pintura romântica para a Winy e um auto-agradinho irlandês para meu momento epifânico.
I'm young but I can do things,
I'll fly away with my wings, aw...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Conspiração
Uma boa analogia para se fazer sobre o Carnaval e uma esperança antiga que se desfalece é que ambas terminam no começo de um ciclo e, inevitavelmente, o bom folheão teve ressaca.
Agora, definindo ressaca, estou me referindo à sensação de esgotamento, à dor no estômago ( semelhante a um soco), à náusea, à necessidade de não ser tocado até tomar um bom Epocler. Também me refiro à lembrança moral, às vergonhas, aos embarassamentos, ao medo incontido de uma euforia incontrolável.
Mas sem bem não lhes falhar a memória, boêmios da festa da carne, viveram! Ah, quantas marchinhas, e fantasias e confetes lhes sobraram nas roupas e nas memórias!
E nós, desiludidos "d'algo", vivemos! Ah, quantas borboletas no estômago, e sorrisos incontidos e expectativas suficientes para o deleite!
E então, meus amigos, e principalmente você, meu amigo de boemia que me tachou virgem de carnaval, o bom mesmo é saber que, apesar da quaresma (para o sim ou para o não), tudo vai acabar terminando em festa ( também ressacas) até o matrimônio ou o que você considerar o seu 'bacanal final'.
Agora, definindo ressaca, estou me referindo à sensação de esgotamento, à dor no estômago ( semelhante a um soco), à náusea, à necessidade de não ser tocado até tomar um bom Epocler. Também me refiro à lembrança moral, às vergonhas, aos embarassamentos, ao medo incontido de uma euforia incontrolável.
Mas sem bem não lhes falhar a memória, boêmios da festa da carne, viveram! Ah, quantas marchinhas, e fantasias e confetes lhes sobraram nas roupas e nas memórias!
E nós, desiludidos "d'algo", vivemos! Ah, quantas borboletas no estômago, e sorrisos incontidos e expectativas suficientes para o deleite!
E então, meus amigos, e principalmente você, meu amigo de boemia que me tachou virgem de carnaval, o bom mesmo é saber que, apesar da quaresma (para o sim ou para o não), tudo vai acabar terminando em festa ( também ressacas) até o matrimônio ou o que você considerar o seu 'bacanal final'.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
He cums then he runs
Ele tem aquela criatividade que se espera de alguém do seu porte e intelecto. Apenas não digo limitado porque até Jesus já foi carpinteiro. Okay, convenhamos, é burro como uma porta. Foge de qualquer assunto que não seja música e putaria.
Se diz seguro e dono de qualquer situação. Esnoba qualquer garotinha que lhe ronde por mais do que um par de coitos. Quem quer compromisso quanto se tem 22 anos? Nós, os nerds apenas.
A geração 'too cool for school' está por ai tomando todas e fazendo qualquer faculdade de administração... ou carpintaria.
É certo dizer que o sono é inevitável e justo quanto se é uma da madrugada e tens o perfil de alguém que não é de muito papo depois que a tua cartela genética está entre tua virilha e teus dedos.
Mas de certa forma, e por mais divertido que tudo seja até certo ponto, você ainda fede a vômito e Rexonna na minha mente.
Se diz seguro e dono de qualquer situação. Esnoba qualquer garotinha que lhe ronde por mais do que um par de coitos. Quem quer compromisso quanto se tem 22 anos? Nós, os nerds apenas.
A geração 'too cool for school' está por ai tomando todas e fazendo qualquer faculdade de administração... ou carpintaria.
É certo dizer que o sono é inevitável e justo quanto se é uma da madrugada e tens o perfil de alguém que não é de muito papo depois que a tua cartela genética está entre tua virilha e teus dedos.
Mas de certa forma, e por mais divertido que tudo seja até certo ponto, você ainda fede a vômito e Rexonna na minha mente.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Miami Ink versão garanhão irlandês.
- Boa tarde!
- Hey-hay, o que posso fazer por vc hoje, jovem ladie?
- Okay, eu tenho essa idéia louca de um par de tatuagens. Uma em cada parte de trás das minhas pernas.
- Soa legal, o que seria?
- Seriam dois trevos. Um trevo de três do lado direito e um de quatro no esquerdo.
- HAHA, original!(sarcasm)
- Calado!
- Posso saber o por que?
- É só essa idéia que tenho. O lado direito, sendo o da razão, seriam os meus pensamentos, minhas crenças, meu lado claro e certo. Daí o trevo de três folhas, Saint Patrick style. O lado esquerdo, o do coração (e da subversividade francesa), são a minha sorte, minhas escolhas...daí o de quatro folhas.
- Agora consigo enchergar isso de outra forma! Podemos fazer isso ainda hoje! Você quer old school style, meio pirata team e tal?
- Totalmente, deixo em suas mãos o design.
- Maravilha.
- Uma exigência apenas.
- Todo ouvidos.
- Você tem que me dar o de quatro folhas de presente.
- O quê?
- Quer dizer, de forma figurativa! Eu te pagaria um show, uma prostituta ou qualquer outra coisa de mesmo valor, mas quero 'fingir' que este eu rebebi de presente.
- LOL! uma prostituta? Okay, eu aceitaria um show e umas pints...mas você como acompanhante tem que estar incluido no pacote.
- Certo.
- Hmmm, e seria como um encontro?
- Não, negócios.
- Por que isso então?
- Porque um trevo de quatro folhas é um talismã...e talismãs tem que ser dados, é isso.
- Justo o suficiente...vou fazer uns rascunhos e procurar um bom show por aqui então. Me dá um par de horas?
- Okay, volto em um par de horas então. Até!
- Hey-hay, o que posso fazer por vc hoje, jovem ladie?
- Okay, eu tenho essa idéia louca de um par de tatuagens. Uma em cada parte de trás das minhas pernas.
- Soa legal, o que seria?
- Seriam dois trevos. Um trevo de três do lado direito e um de quatro no esquerdo.
- HAHA, original!(sarcasm)
- Calado!
- Posso saber o por que?
- É só essa idéia que tenho. O lado direito, sendo o da razão, seriam os meus pensamentos, minhas crenças, meu lado claro e certo. Daí o trevo de três folhas, Saint Patrick style. O lado esquerdo, o do coração (e da subversividade francesa), são a minha sorte, minhas escolhas...daí o de quatro folhas.
- Agora consigo enchergar isso de outra forma! Podemos fazer isso ainda hoje! Você quer old school style, meio pirata team e tal?
- Totalmente, deixo em suas mãos o design.
- Maravilha.
- Uma exigência apenas.
- Todo ouvidos.
- Você tem que me dar o de quatro folhas de presente.
- O quê?
- Quer dizer, de forma figurativa! Eu te pagaria um show, uma prostituta ou qualquer outra coisa de mesmo valor, mas quero 'fingir' que este eu rebebi de presente.
- LOL! uma prostituta? Okay, eu aceitaria um show e umas pints...mas você como acompanhante tem que estar incluido no pacote.
- Certo.
- Hmmm, e seria como um encontro?
- Não, negócios.
- Por que isso então?
- Porque um trevo de quatro folhas é um talismã...e talismãs tem que ser dados, é isso.
- Justo o suficiente...vou fazer uns rascunhos e procurar um bom show por aqui então. Me dá um par de horas?
- Okay, volto em um par de horas então. Até!
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