domingo, 9 de maio de 2010

Cásper Liberando.

Antigamente vinha tendo aqueles momentos em que visualizava a linha tênue das minhas próprias circunstâncias. A frágil diferença entre estar em alguém ou por alguém. Simplesmente ter alguém soava mais lógico na minha cabeça, ou pelo menos na maior parte do tempo em que estava reclamando.

Um sábio e extinto amigo me disse uma vez que a verdade é que eu queria ter simplesmente porque não tinha. O quão egoísta e mimado isso me pareceu só os meus quinze minutos de fúria reafirmavam, mas agora isso, de fato, faz sentido. E fede.

Eu não culpo ninguém por essa epifania dura referente a relacionamentos que venho tendo. Não foi nenhum trauma ou circunstância. Simplesmente realizei aquela frase básica e indigesta: deixando a vida me levar. Seguindo meus instintos, sendo mais verdadeira para comigo e para com qualquer outro.

Então, em um período curtíssimo de tempo, fui o mais verdadeira possível com aquele que me era tão querido para resguardar o meu momento. Repensar as minhas concepções e deixar com que vida levasse também a ele. Minhas desculpas sinceras a qualquer mágoa que este ainda guarde.

De tudo isso, sei que o que deve mudar não é qualquer outro a não ser eu mesma. Minha mais uma vez linha tênue diferenciando o que tenho e o que posso fazer. Só me esqueço do que eu realmente deveria continuar fazendo.

Descomplicar tudo! Beber menos e parar de pensar que todos estão sempre bêbados quando vêem a mim. Beber mais. Me amar. Ter menos medo. Desejar não ser tia e ter um bom marido que me ame e todo o clichê feliz. Ver além dos meus olhos e parar de tentar enxergar com os olhos das outras pessoas. Bancar menos a palhaça, falar menos putaria, falar mais putaria, bancar mais a palhaça. Ouvir power disco new wave com velhos amigos tomando vodca barata, e axé de salvador tomando breja hype com os amigos de faculdade.

Falando em hype, foda-se tudo! Meus conceitos sobre qualquer coisa pré-fabricada pela minha mente! Quero mais baladas universitárias, mais gente diferente do meu mundinho! CASPER LIBEREI! Ou pelo menos deveria ter cásper liberado.

Mais amor para mim e menos hipocrisia nessa vida!
E devo acrescentar que devo tudo isso a uma mente direitista, o que parece hipócrita, mas é bem mais cômico (e, consequentemente, trágico) do que qualquer outra coisa.