quarta-feira, 8 de outubro de 2014

hoje às 21h36

Neste dia, neste instante, eu me lembrei que te amei. Vasculhei o que tem de você em mim e percebi que você está certa: nos desejamos o melhor, mas não deveriamos coexistir no mesmo grupo de amizades. Vou respeitar seu espaço e me colocar o mínimo possível em relação a como nos relacionamos.

É que hoje eu lembrei que você foi um amor lindo e puro, do tipo que a malícia da vida jamais vai permitir existir novamente. Obrigada.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Not a romantic tale

Para ouvir: Mr. Intentional

Não foi romântico.
Foi Augusta suja, pastel de loja pseudo-feira da madrugada, whiskey barato. A gente trocou olhares. Você me imaginou nua e eu te achei o cara mais gostoso que eu via em anos. Quadrinhos e o seu curso de faculdade. Que graça.

Não foi romântico.
Foi Montilla, cigarros, calçada e frio. Histórias de drogas mentirosas. Metadona é a coisa mais rara do mundo e seu amigo entrou em contradição no final. Não pela história, mas pelo gosto pela coisas. Mackenzistas, sabe como é...

Não foi romântico.
Foi uma viagem de carro estranha. Todos quietos. Você acha cerveja de trigo coisa de mulher, mas já bebeu a maioria e as melhores. A gente conversou sobre a Irlanda e sobre boa música.

Não foi romântico.
Foi a gente ouvindo música. Foi o seu beijo forte, gostoso. Foi tensão, tesão, putaria. Foi você me dando tapa na cara e foi você dormindo logo depois com frio.
Foi a Lauryn Hill da Bia fazendo sentido.

Enfim, não foi romântico. Foi melhor.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Shit

Foda-se tudo e como nós mudamos. Eu to crescendo aqui de um jeito bom, mas estranho. Tudo fede mais a cigarro, nervoso e álcool. Eu queria poder falar que houve verdade, mas acho que no fundo foi só alvoroço da parte de todos vocês. Um grande beijo no cu de vocês. A gente curtiu e foi bom e tudo mais, mas o que rola é que a vida continua, né? Ceis tão ai curtindo o batidão do mesmo jeito de sempre, seguindo com a vida e amadurecendo do jeito burguês ZL que os cabem. Eu tô aqui amadurecendo do jeito um milhão de pessoas por segundo reckless.

Eu só queria dizer que ao mesmo tempo que gosto, sinto vontade de estar ai. Tendo a vida que me cabia. Cursinho-trampo-e vamos continuar na Augusta com pitadas de "friends forever eventhough we all don't really like each other". Eu queria tá colando nos rolês de sempre, bebendo breja em copo americano e contando vantagem porque conheço alguma coisa de merda irrelevante que me fazem melhor que os outros por segundos.

Acontece que eu tô tendo que conhecer um milhão de pessoas, com um milhão de histórias e pouco importa pra mim e pra eles quem conhece mais sobre Quentin Tarantino ou Axé da Bahia ou Dominic Behan. Eu só tô aqui trocando experiências e sabendo que quem volta muda tanto que não se encaixa em nada.

Eu só queria ter certeza que eu ia voltar com a mesma cabeça pra poder continuar vivendo a nossa vida "foda pra caralho da linha vermelha até a verde e adjacentes". Eu fico querendo ouvir que sim só que eu já sei que não. Eu sei disso porque eu quero tanto que vocês pensem como eu penso agora.

Tem gente que eu guardo no peito e que jamais se aplicará a esse texto, mas tem gente que tá tão igual que eu nem queria mais ver. Eu fico com sono de pensar o que vão pensar quando eu contar as coisas daqui. Porque o pouco que eu contei já prova a minha teoria que foi reafirmada pela volta de uma querida pro Brasil.

Eu queria ver todo mundo pegando fogo, mas na verdade eu é que tô incendiada. Tem essa pessoa que me marcou muito e que eu quero tão bem que por ironia do destino tá preenchendo uma lacuna de merda que deixei com coisas de merda. Então vá a merda e não me aborreça mais.

Eu queria nunca ter sonhado em vir pra cá pra poder continuar a idiota de merda que eu era. Não tô me sentindo melhor que ninguém, mas tô desejando não ter aberto a caixa de Pandora.

























FODA-SE! TÔ LINDA E EXPANDINDO MINHA MENTE. UM BEIJO NO CU DE TODO MUNDO

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Meucci

Não lembro das suas mãos, e costumo julgar o caráter das pessoas por elas. Talvez eu esteja te endeusando como já fiz com meia dúzia. Eu percebo que mudei muito. Tem essa coisa de sedução que descobri em mim que me torna mais leve. Qualquer coisa de menos donzela... Isso soa egocêntrico, mas é mesmo um pegada de amadurecimento. Até porque, ainda tenho minhas inseguranças da vida.

Acontece que qualquer coisa em ti me fascina. Qualquer coisa não. Você é a personificação da palavra paixão. Não porque "estoy enamorada de ti, cabron", não. É essa sua paixão por tudo que acredita. Qualquer assunto cresce na sua boca e todos te ouvem, admiram, copiam. Não porque é um clichê bem aceito, mas porque é visceralmente crente pelo que é apaixonado. Paixão, caralho.

E eu me sinto conectada em ti, mesmo sem saber se existe alguma conexão da tua parte. Eu tive aqueles sonhos de afeto que nada mais foram do que o meu subconsciente querendo tua aprovação. Acontece que aqui nessas terras geladas eu até sonhei com você me aquecendo os lábios, mas ai o sonho meio que se perdeu depois que eu lavei os cabelos pra ir pra aula. Uma pena.

E eu fico me perguntando se algum dia vou te ver de novo. Se vamos nos cruzar na Augusta suja da vida ou nessas festas da carne (lê-se open bar). Vai ser uma pena se não. Como eu já te disse, você é bem firmeza e merece o mundo.

Vou te trazer um presente e guardar na gaveta de casa. Quem sabe a vida não me faz levar ele pra ti.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Texto não terminado para ser lido no funeral de fulana de tal.

Na noite de ontem, ganhamos mais uma boa história pra contar. Aos 83 anos, em sua cadeira favorita de jardim de inverno, nossa boa companheira, mãe, tia, prima e criança da vida bateu as botas, foi dessa pra melhor, virou presunto, foi comer capim pela raiz, vestiu o paletó de madeira, amanheceu com a boca cheia de formigas... enfim, chegou às vias de fato.

Acordou neste nosso mundo no dia 4 de março de 1992, às 18 horas em ponto. As mesmas 18 horas que os católicos rezam a ave-maria, relembrava seu pai sempre, porque se tivesse nascido em outro horário, haveria de ser pouco mais endiabrava do que já era por instinto. Cresceu na Penha da Zona Leste. Estudou no Instituto das Filhas de São José por 13 anos, logo depois que saiu da creche, até o fim do colegial. Fez jornalismo, largou. Viajou os 5 continentes. Casou, teve filhos, sobrinhos, netos e sobrinhos-netos. Se encantou e nos encantou com o cinema que lhe enchia os olhos. Produziu 96 longas, 12 curtas e alguns punhados de séries e especiais de TV.

Amava comer. Amava beber. Do frango frito à pinga com limão. Do tiramisu ao

domingo, 27 de novembro de 2011

Baby Boy ( or My short romance with Denmark)


"A lot of people wonder what is the Blues. [...] But I'ma tell ya what the Blues is. When you ain't got no money, you got the Blues." - WOLF, Howlin'.

Pretty bird is the most beautiful name I've been called so far. I felt like one.

I was supposed to write a sore short tale here about the girl who meets the guy, falls in love and feels broken hearted for the shittiest reason. I won't though.

He introduced me to Leadbelly, Robert Johnson and Howlin' Wolf. His talent was worth hearing and I certanly learnt how not to be the smartest one in the relationship. Odinism still exists and crazy vikings do drink 40% beer.

His smile, oh, contagious! And his sarcasm... outrageous. Half sexist, half open-minded. His biggest dream is to have a child, he says. You could see the school bullying scars quite deep on him at times. Not often.

He was a sweet love rather than a cheap shag.

I'm glad I met him and that concludes my (non) self-pity tale.

Pretty bird is the most beautiful name I've been called. I do feel like one.

sábado, 3 de setembro de 2011

Que venha a Irlanda.

Nem é bem isso que importa, se valeu a pena ou não. Tudo vale a pena nessa vida, mas eu bem que gostaria de saber até onde foi fetiche e até onde foi sentimento. A coisa toda foi um marco pra mim e vai sempre ser. Eu vou lembrar sempre do seu nome, do seu cheiro, do seu sotaque, Pernambucano. Lembra que você me desvendou por telefone e eu fiquei calada uns três segundos e neguei? É porque eu não tinha pensado daquele jeito nunca e tinha uma vibe tão certa em você. Pareceu dono da verdade de uma forma bem humilde que casou com sua voz.

Rolou essa coisa forte quando te conheci, como se eu já soubesse que fosse te dar. Daí conheci seus amigos, sua vida e sua perspectiva em três ou quatro horas...e admirei! E isso soa tão cheap de se dizer, mas quando você tava em mim eu te amei.

Geminiano, nordestino, cultural e chubby chaser. Eu te atrai na minha mente. Foi pra quebrar uns tabus e reafirmar outros. Me sinto mulher pra sempre.