segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Texto não terminado para ser lido no funeral de fulana de tal.

Na noite de ontem, ganhamos mais uma boa história pra contar. Aos 83 anos, em sua cadeira favorita de jardim de inverno, nossa boa companheira, mãe, tia, prima e criança da vida bateu as botas, foi dessa pra melhor, virou presunto, foi comer capim pela raiz, vestiu o paletó de madeira, amanheceu com a boca cheia de formigas... enfim, chegou às vias de fato.

Acordou neste nosso mundo no dia 4 de março de 1992, às 18 horas em ponto. As mesmas 18 horas que os católicos rezam a ave-maria, relembrava seu pai sempre, porque se tivesse nascido em outro horário, haveria de ser pouco mais endiabrava do que já era por instinto. Cresceu na Penha da Zona Leste. Estudou no Instituto das Filhas de São José por 13 anos, logo depois que saiu da creche, até o fim do colegial. Fez jornalismo, largou. Viajou os 5 continentes. Casou, teve filhos, sobrinhos, netos e sobrinhos-netos. Se encantou e nos encantou com o cinema que lhe enchia os olhos. Produziu 96 longas, 12 curtas e alguns punhados de séries e especiais de TV.

Amava comer. Amava beber. Do frango frito à pinga com limão. Do tiramisu ao

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